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Pandemia, Desemprego e Transformação Digital no Brasil


A última matéria da Revista Piauí sobre desemprego mostra que, na pandemia, o Brasil fechou 897 mil vagas. Há mais desempregados no Brasil do que moradores em São Paulo, a cidade mais populosa do Hemisfério Sul: 13,5 milhões.


Uma pesquisa realizada pelo Brava Foundation e BrazilLAB estima que o déficit de empregados no mercado digital pode chegar a 300 mil pessoas em 2024. Hoje, temos um gap de 161 mil pessoas trabalhando com digital.


Ao mesmo tempo, só no varejo eletrônico, o segundo trimestre de 2020 registrou um faturamento de R$ 33 bilhões, valor que representa crescimento de 104,2% em relação ao mesmo período do ano passado – época em que o e-commerce já apresentava ascensão contínua.


Enquanto isso, 29% das escolas brasileiras não têm acesso à internet, segundo Datafolha.


Considerando as documentações brasileiras oficiais, o contexto de pandemia resultou na suspensão de aulas presenciais nos setores público e privado. Segundo dados do início de maio de 2020, cerca de 89,4% das universidades federais estavam com as atividades de ensino suspensas. De acordo com levantamento divulgado pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior, 78% das IES privadas estavam com aulas por meios digitais e 22% delas optaram por suspender as aulas.


Com base na pesquisa do TIC Domicílios, do Comitê Gestor da Internet (CGI.br), o número de usuários de internet no Brasil em 2019 chegou a 134 milhões, ou 74% da população acima de 10 anos de idade. Destes, o celular é o principal dispositivo para acessar a internet, usado pela quase totalidade dos usuários da rede (99%). A pesquisa ainda aponta que 58% dos brasileiros acessam a rede exclusivamente pelo telefone móvel, proporção que chega a 85% na classe DE.


Se o desafio é treinar pessoas para ter habilidades e competências para o mercado digital, e se o futuro do trabalho requer um ambiente mais diverso e mais inclusivo para resolver problemas complexos, é preciso combinar medidas de curto, médio e longo prazo, envolvendo atores do setor público, privado, da academia e da sociedade civil, oferecendo as ferramentas e conhecimento necessário para todas as camadas da população a fim de causar uma transformação real na conjuntura social e mercadológica do Brasil.


A curto prazo, é importante que organizações, startups e o setor público e privado se unam com um propósito de resolver as demandas dos clientes e da sociedade, treinando seus colaboradores, investindo em diversidade e trocando conhecimentos.


A longo e médio prazo, é necessário que instituições de ensino mantenham uma constante conexão com a esfera profissional, preparando melhor os estudantes para os desafios que ainda vão experienciar.


fontes:








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