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Arte dos Comuns apresenta: Vidas nas Ruas por Guido Dowsley

  • Templo Rua Duque Estrada, 41 Rio De Janeiro (map)

A rua é a vida. A vida cotidiana, a vida concreta, a vida que todos vivemos. A rua é múltipla. Podemos encontrar de tudo: tanto o habitual quanto o inesperado. Como o fotógrafo Robert Doisneau disse, “as maravilhas da vida cotidiana são tão emocionantes. Nenhum diretor de cinema pode realizar o inesperado que você encontra na rua”. É ela que nos propicia o contato com outras pessoas e é a partir desse contato que construímos a vida e nós mesmos.

São essas possibilidades que inspiram o fotógrafo Guido Dowsley que cria a partir da realidade de onde vive. Inauguramos nossa série Arte dos Comuns 2019 com um criativo que retrata a própria vida pela rua. Vidas nas Ruas é um pequeno diário com momentos que Guido vivenciou com pessoas, mesmo que elas não estejam cientes. Suas experiências urbanas foram registradas em fotografias, que por sua vez se tornaram uma exposição com a curadoria do Pegê Bomfim e a montagem do Rona Neves.

Quando surgem metáforas no cenário, a única solução do Guido é ser ágil para captar o ângulo mais expressivo com sua câmera. Assim, trata-se de um processo criativo cotidiano muito inspirado pelos fotógrafos Vivian Maier, Joelington Rios Fotografia, Amanda Oliveira e Valda Nogueira.

Durante o vernissage vamos ouvir o recado do Slam das Minas RJ em um pocket show especialíssimo, seguido pela música de jovens violinistas e violoncelistas negros. E para comer, o que se vê nas ruas da cidade: o queijo coalho do Jarbas, a pipoca do Seu Arlindo e o hambúrguer do Max, além do tradicional chope artesanal da Cervejaria Kurumã! Venha e apoie a arte independente! A entrada é aberta e gratuita.

// Sobre Guido Dowsley

Guido Dowsley é graduando em Ciências Sociais pela PUC-Rio, fotógrafo e pesquisador na área de história, antropologia e sociologia. Cursou 4 anos de Engenharia, mas a largou depois de não se interessar mais por ela. No período de 2017-2018, foi membro do núcleo de pesquisa concebido como um espaço de desenvolvimento de pesquisas teóricas e empíricas em torno do tema mais geral da relação entre escola e democracia. Em 2018, entrou para o Grupo de Estudos de História da África (GEHA/PUC-Rio). Iniciou sua pesquisa sobre quilombos no Rio de Janeiro, mais especificamente sobre a Serra dos Pretos-Forros, que resultará em um projeto audiovisual – sua monografia.

Atualmente, também como participante do GEHA, em conjunto com o Centro de Estudos e de Documentação da Ilha de Moçambique (CEDIM) da Universidade Lúrio (Moçambique), teve um projeto selecionado pelo CNPq, cujos objetivos são pesquisar as histórias e as manifestações culturais da comunidade Boca do Mato, no Rio de Janeiro, e da Cidade Macuti, na Ilha de Moçambique, e refletir sobre os diferentes processos históricos de marginalização social e racial enfrentados e que se manifestam inclusive na ocupação desses espaços físicos.

Data: quinta-feira, 17 de janeiro
Horário: 18h30 - 22h
Local: Templo Gávea - Rua Duque Estrada, 41